sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

FOTOS DO ACERVO DO INSTITUTO MARTIUS- STADEN

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RECEITA DE DONA RIDICA

Por Douglas Nascimento para o site São Paulo Antiga/ 26/11/2013.

"Infelizmente não conheci Dona Ridica e provavelmente nunca saberei ao certo quem foi ela. Entretanto tenho comigo uma parte de sua vida, uma receita que ela escreveu pelo menos há mais de 60 anos e que curiosamente foi mantida preservada por todos estes anos. 
Observem a imagem abaixo: 
 


Trata-se uma receita para a “geleia pão duro” escrita em um bloco de anotações (ou agenda) de 1949. 
Anotada em 26 de agosto (atentem para a grafia da época com o acento circunflexo no nome do mês), ela possivelmente é uma receita bem mais antiga e foi preservada por alguém que queria experimentar a dica desta tal Dona Ridica que possivelmente tinha uma talento nato para a culinária. 
Afinal ninguém quer tomar nota de receita que é ruim, não é mesmo? 
Abaixo, a transcrição da receita:

Ingredientes:
5 folhas de gelatina branca
1 lata de leite condensado
1 lata de leite comum (do tamanho do leite condensado)
1/2 vidro de leite de coco Serigy (ela foi específica na marca do leite de coco e a marca ainda existe!)

Preparo:
Dissolver a gelatina em uma xícara de água fervendo.
Misturar os outros ingredientes até dissolver bem.
Gelar

Além de ser uma receita bastante simples, parece ser algo muito gostoso. 
O nome dado à geleia, “pão duro”, deve ser porque é fácil de fazer e com ingredientes baratos para quem não tem muito dinheiro ou não quer gastar. 
Lembrem-se que hoje as coisas são muito fáceis e antigamente não era assim. 
E o fato de ser algo no estilo “pão duro” não quer dizer que é ruim. 
Bolinho de chuva, por exemplo, é uma receita simples, barata e realmente muito gostosa.
A simples receita encontrada em uma agenda velha mostra o quanto é importante a preservação de documentos. 
Mesmo não sendo histórico, ele pode apresentar alguma relevância ou significado. 
Antes de descartar papéis antigos de seus avós, bisavós ou mesmo de coisas que encontra no porão daquela casa que acabou de comprar, observe bem do que se trata pois pode ser algo muito importante. 
Se encontrar algo que desperte a sua atenção mas não tem certeza da relevância do achado, consulte um historiador ou mesmo um professor.
Esta agenda com a receita da Dona Ridica foi adquirida em uma barraca de antiguidades da tradicional feira dominical do bairro do Bixiga. 
Valeu a pena!
Quem foi Dona Ridica ?
A pergunta que me intriga desde o dia que encontrei a receita é: Quem foi Dona Ridica? 
Imagino que teria sido uma tia ou avó muito bondosa e que recebia familiares sempre com doces deliciosos. 
Talvez jamais saibamos quem ela foi, mas sua geleia “pão duro” ficou para a posteridade.
Por outro lado, a expressão “ridica” significa também egoísmo, mesquinharia. 
Pode ser que Dona Ridica nunca tenha de fato existido e o nome da pessoa foi apenas uma maneira de brincar com quem ler a receita…
E ai, quem vai fazer a geleia?"

RESTOS DO CEMITÉRIO DA UIPA


O PASTOR ALEMÃO

Algumas pessoas mais distraídas que percorrem a pista de cooper do Ibirapuera tomam um susto ao observar uma grande cruz de pedra entre as árvores próximas. E acabam por pensar que se trata de alguma marcação simbólica da igreja católica, mas na verdade trata-se de algo mais curioso.
A enorme cruz é o outro túmulo remanescente do antigo cemitério de animais da UIPA que havia no local. Apesar de não haver nenhuma informação mais escrita diante da cruz, é sabido que trata-se do túmulo de um pastor alemão.
Esta cruz pode ser vista na primeira foto que abre este artigo. Apesar de algumas pessoas afirmarem que até hoje este túmulo encontra-se no local original, o São Paulo Antiga não corrobora esta informação em virtude da grande mudança do local nos últimos 43 anos e pelo fato de não haver mais a planta do cemitério. Apesar disso, é seguro dizer que a cruz do pastor alemão está na área do antigo cemitério.
Fonte: São Paulo Antiga

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

VIADUTO DO CHÁ


O Viaduto do Chá é um importante viaduto da cidade de São Paulo, sendo o primeiro construído na cidade. 
Entre a ideia da construção do viaduto, elaborada por Jules Martin, e sua inauguração transcorreram 15 anos. 
As primeiras obras para a construção do viaduto, no caso o aplainamento do terreno, se iniciaram em 1888. 
Foi inaugurado em 6 de novembro de 1892. 
Em 1938, com o crescimento da cidade, o antigo viaduto começou a não suportar mais a carga. Sendo assim, técnicos foram chamados para a elaboração de laudos sobre as condições do antigo viaduto, construído em metal, e seu parecer foi que a ponte metálica não suportaria seu peso por muito mais tempo. 
Sendo assim, pensou-se numa grande reforma, que se tornou a construção de um novo viaduto, de cimento armado e duas vezes mais largo que o primeiro Viaduto do Chá. 
O antigo viaduto começou a ser derrubado em 18 de abril de 1938.
Fonte: IBGE

MUSEU PAULISTA


O Museu Paulista foi inaugurado em 7 de setembro de 1895 como museu de História Natural e marco representativo da Independência, da História do Brasil e Paulista. 
Seu primeiro núcleo de acervo foi a coleção do Coronel Joaquim Sertório, que constituía um museu particular em São Paulo. 
No período do Centenário da Independência, em 1922, foi reforçado o caráter histórico da instituição. Formaram-se novos acervos, com destaque para a História de São Paulo. Realizou-se a decoração interna do edifício, com pinturas e esculturas apresentando a História do Brasil no Saguão, Escadaria e Salão Nobre. 
Foi instalado o Museu Republicano “Convenção de Itu”, extensão do Museu Paulista no interior do Estado. 
Ao longo do tempo, houve uma série de transferências de acervos para diferentes instituições. A última delas foi em 1989, para o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. A partir daí, o Museu Paulista vem ampliando substancialmente seus acervos referentes ao período de 1850 a 1950 em São Paulo. Atualmente, o Museu Paulista possui um acervo de mais de 125.000 unidades, entre objetos, iconografia e documentação textual, do século 17 até meados do século 20, significativo para a compreensão da sociedade brasileira, especialmente no que se refere à história paulista e conta com uma equipe especializada de curadoria. 
Desenvolve também um Projeto de Ampliação de seus espaços físicos. 
Está fechado para reformas desde 2013, e sua previsão de re-abertura é em 2022, bicentenário da Independência do Brasil.
Fonte: IBGE